"Desde a idade de seis anos eu tinha mania de desenhar a forma dos objetos. Por volta dos cinquenta havia publicado uma infinidade de desenhos, mas tudo que produzi antes dos sessenta não deve ser levado em conta. Aos setenta e três compreendi mais ou menos a estrutura da verdadeira naturaza, as plantas, as árvores, os pássaros, os peixes e os insetos. Em consequência, aos oitenta terei feito ainda mais progresso. Aos noventa penetrarei no mistério das coisas; aos cem, terei decididamente chegado a um grau de maravilhamento - e quando tiver cento e dez anos, para mim , seja um ponto ou uma linha, tudo será vivo." (Katsuhika Hokusai, séc. 18-19)

3.7.09

DESVENDA - Feira de Arte Contemporânea

FEIRA DESVENDA

TODO PRIMEIRO DOMINGO DE CADA MÊS

DAS 16H ÁS 22H

TRAVESSA DOS VENEZIANOS,

Nº 30

Contatos:

desvenda@gmail.com

11.6.09

.Este lugar já é meu lugar comum.
No transitar entre um e outro, demarquei um território; Um novo caminho.
Que é real e perceptível a todos.
E eu estou buscando fôrmas para formalizar este caminho, dar uma forma a ele, iluminá-lo.
Por agora ele esta na minha mente.
Mas ele se É, e me É revelado a cada flash...
.A cada nova fotografia.
Então ele se torna real.
Aonde este caminho nos leva, eu não sei...
Mas sei que ele percorre os labirintos da imaginação, passando por lugares conhecidos e desconhecidos...
lugares bizarros e coloridos...
Talvez não leve a lugar algum...
Mas é bem divertido.
.....................................................................................
CONHECER O CAMINHO É DIFERENTE DE PERCORRER O CAMINHO

10.6.09

.................Imagens que falam!................ .................Saltam aos olhos!............. ................................................................. ........Imagens construídas pelo homem .................Pela mão.......................... ................Imaginação....................... ................Projeção mental....................... .........É mais que imagem............................ É o que se encontra no centro ........................no cerne ................................................................ ........................MIOLO .........................................Aquela coisa...

2.6.09

CULTURA DO PRAZER

CULTURA DO PRAZER ..................................................................................................................................................................................... ................Estou vestida com roupas coloridas, babados, costuras, rendas; meu cabelo está arrumado, a maquiagem cobre meu rosto como uma mascara, as jóias penduradas... as pessoas estão me olhando, analisando... Não, eu não estou encenando uma peça, recebendo um prêmio ou fazendo um discurso: estou atravessando a rua, e as pessoas que me olham não são espectadores, são pessoas como eu, personagens da vida real, e aqui nesta esquina todos temos o papel principal, desde o presidente do mundo que espera no sinal, ao malabarista que faz seu show no meio da rua. Todos fazemos parte do espetáculo; podemos estar na platéia no palco ou atrás dele, podemos estar na bilheteria ou limpando o chão, podemos escolher, ou acreditar que temos escolha. ........................................................................................................................................................ ...........Hoje na sociedade que vivemos somos incentivados a acreditar na escolha; somos bombardeados com informações que se apossam de nossos sentidos, nos fazem ver, ouvir cheirar; devemos experimentar tudo, ter prazer em tudo, estar em todos os lugares, se fazer ver, e de preferência com um embrulho bem bonito que expresse o quanto sou coolt e informada, informada por este meio que nos modela em forminhas e nos enfeita com bolinhas coloridas de sabor artificial de qualquer coisa para depois nos colocar um rotulo que contem as informações sobre “minhas” escolhas, minhas passagens, meu conteúdo. Assim estou pronta para ser servida neste banquete que alimenta o espetáculo. ................................................................................................................................................................. Em meio a este banquete de ilusões que vivemos na realidade, eu escolho saborear, provar todos os sabores de todas as formas, viver o espetáculo, criar novos sabores, novas formas de conduzi-lo, novas fôrmas para esta massa; Viver no real o que me é oferecido no virtual. Concordo com o autor Vilém Flusser que diz: “Antes , o objetivo era formalizar o mundo existente; hoje o objetivo é realizar as formas projetadas para criar mundos alternativos” . Formalizamos o espetáculo, criamos ele; se não estamos gostando do que estamos vendo, podemos levantar do meio da platéia, gritar e mudar o foco, mas fazendo isso estamos apenas criando outro espetáculo, um espetáculo tumultuado cheio de duvidas e indignação; onde uns não entendem, outros aproveitam a brecha para também atuar , é esta a situação que nos encontramos. Olhamos para o palco e não vemos mais atores, eles estão infiltrados na platéia pois já não agüentam mais o velho texto de sempre; agora nós somos o espetáculo. Não há roteiro, basta sermos quem somos. Ai entra a busca por novas formas, novos signos; mas os velhos diretores ainda estão presentes, e catam no meio da multidão aqueles que se parecem com os velhos atores, aqueles que representam de forma mais original o velho texto. ................................................................................................................................................................... Mas e eu? E meu trabalho? Onde estamos? Na verdade não vi o espetáculo 1°, cheguei atrasada, depois que o tumulto já estava formado. Não entendi nada, não conhecia ninguém, fiquei num canto contemplando uma imagem, imagem esta que reflete exatamente tudo o que esta no seu raio, todo o espetáculo, e ainda me coloca dentro dele. Não quero mudar o “rumo” do espetáculo, propor uma nova re-significação ou apontar para novas direções. Proponho apenas que se coloque um espelho no palco e deixem as pessoas ver o que elas mesmas projetam, o espetáculo que nós mesmos criamos, este é o show. Vamos gozar juntos estas imagens projetadas e distorcidas pela nossa imaginação. Eu convido as pessoas a viver o espetáculo, se entregar a virtualidade do pensamento construindo um prazer que é real. ........................................................................................................................................................................ MARCIELI PAHISN COMPAGNON ............................................................................................................................................................................ ................................................................................................................. (Ensaio a partir da leitura do livro "SOCOEDADE DO ESPETÁCULO" - Guy Debord)

1.6.09

Para o espetáculo do mês de Junho, além de expostos em uma cachaçaria (que Sto. Antônio nos abençoe), os trabalhos também estão "enfeitando" a vitrine da Óptica Vitorino. Agraciando o olhar de todos os que desejam ampliar sua visão... ,,,,,,,,,,,,,,,,,PROPAGANDA É A ÓPTICA DO NEGÓCIO
www.opticavittorino.com.br

27.5.09

EXPOSIÇÂO -- 512

Simplesmente enlouquecedoras, a artista e sua obra, nos mostram que é possível o sim, o Sim para escapar de certa alienação estética, principalmente, colocando-nos a pensar sobre o respeitar a singularidade do outro no produzir artístico. O uso de própria técnica, desenvolvida ao passo que evolui o trabalho, é característica de quem, definitivamente, resolveu perder-se; sendo que perder-se é achar e não se saber o que fazer do que se acha. É estremecer-se em um Sim atordoante, rasgado por uma idiossincrasia infalível, por isso mesmo de beleza insuportável. De modo que, a vertiginosa obra da artista oferece às pessoas uma compreensão súbita dotada de uma incompreensão aguda, pois passível de múltiplas interpretações, possibilita, inclusive, uma visão figurativa do que lhe é abstrato, em níveis diferenciados conforme a criatividade estimulada de cada pessoa; o que deixa explícita a intensa experiência emocional da artista, quando trabalha, de que depois participa o público de modo ativo e interativo, o que constitui o arremate do trabalho em si. Confirma, assim, que o trabalho do artista nunca é só, pois o artista por si só, inevitavelmente, declara-se em relação ao outro, aos outros usuários da linguagem de uma forma de arte, e isso fica evidente no trabalho de Marcieli Pahins Compagnon. Propondo um exercício orgânico de ampliações pluri e supra-sensoriais na infinitude cognitiva de cada pessoa, a artista manifesta-se heterogeneamente dentro de uma homogeneidade do pensamento artístico, do que é, do que não é, e do que pode ser arte. A arte não é um estado cultural, o do bem-estar, do consumo, e até dos privilégios de que já desfrutam minorias afluentes. A arte só o é como o possível, o que pode ser, o que ainda não é, mas está anunciado na obra de Marcieli Compagnon. Distintamente, a artista diligencia, assim, a construção do novo, e não uma mera extensão ao outro do que lhe já é velho. Imerso em um deleitoso conforto visual, o público é levado a diálogos internos abruptos, sobre a relação ciência e arte, novas tecnologias digitais e mudanças na própria cultura, no que é o cultural, no que é o artístico. Com um trabalho de caráter inexaurível, por ser de. E o ponto final faz-se necessário após o “de”, pois ao caminhar em direção a uma consolidação de sua identidade artística, a artista nos coloca frente a uma obra incitável, inegável, inefável. ........................................................................................................... DIOGO DUBIELA...................................................... (ESTUDANTE DE CIÊNCIAS SOCIAIS)

30.4.09

ALCALINA

....... .................... ........... (Fotografo: Rogério S. Jacques Produção/Direçao: M!au)........................................................................................................................................... Um dia sofremos uma lesão esquerda e perdemos a noção do EU, o que fica é uma intensa sensação de presença em todas as coisas, como se a dimensão do corpo transbordasse... fluísse para outras dimensões, e no final o que temos são registos desta viagem ao universo imaginário...

AGORA FUDEU! TRI AFUDE! TA FODA ISSO AGORA!

Ateliê 720

9.4.09

CULTURA DIGITAL - Uma infecção do prazer

A Artetambém não pode ser compreendida como uma simples expressão do interior nem comoa reprodução de figuras da realidade exterior, porque o momento decisivo e caracteristico reside para ela na meneira pela qual faz dissolver um no outro o "subjetivo', nesta dissolução mesma, um estado e um conteudo novos." (Mário Pedrosa, um capitulo brasileiro da Teoria da Abstração - OTÍLIA BEATRIZ FIORI ARANTES )

23.3.09

A cerca de qualquercoisa

BIENAL- Zeca Baleiro

Desmaterializando a obra de arte do fim do milênio Faço um quadro com moléculas de hidrogênio Fios de pentelho de um velho armênio Cuspe de mosca, pão dormido, asa de barata torta.

Meu conceito parece, à primeira vista, Um barrococó figurativo neo-expressionista Com pitadas de arte nouveau pós-surrealista calcado da revalorização da natureza morta.

Minha mãe certa vez disse-me um dia, Vendo minha obra exposta na galeria, "Meu filho, isso é mais estranho que o cu da jia E muito mais feio que um hipopótamo insone".

Pra entender um trabalho tão moderno É preciso ler o segundo caderno, Calcular o produto bruto interno, Multiplicar pelo valor das contas de água, luz e telefone, Rodopiando na fúria do ciclone, Reinvento o céu e o inferno.

Minha mãe não entendeu o subtexto Da arte desmaterializada no presente contexto Reciclando o lixo lá do cesto Chego a um resultado estético bacana.

Com a graça de Deus e Basquiat Nova York, me espere que eu vou já Picharei com dendê de vatapá Uma psicodélica baiana.

Misturarei anáguas de viúva Com tampinhas de pepsi e fanta uva Um penico com água da última chuva, Ampolas de injeção de penicilina.

Desmaterializando a matéria Com a arte pulsando na artéria Boto fogo no gelo da Sibéria Faço até cair neve em Teresina Com o clarão do raio da silibrina Desintegro o poder da bactéria.

Com o clarão do raio da silibrina Desintegro o poder da bactéria

19.3.09

SOMOSTODOSUM

.............SOMOSTODOSUM........... Acredito que o universo é composto de forças gêmeas, que são ao mesmo tempo opostas e complementares.

3.3.09

LAGOA AZUL .... Projeto Verde Brasil 1° Edição

As danças sagradas eram verdadeiros livros informativos que transmitiam deliberadamente certos conhecimentos cósmicos transcendentais. Os Derviches dançantes não ignoravam as sete tentações mutuamente equilibradas dos organismos vivos.Os antigos dançarinos conheciam as sete partes independentes do corpo e sabiam muito bem o que são as sete linhas distintas do movimento. Os dançarinos sagrados sabiam muito bem que cada uma das sete linhas do movimento possui sete pontos de concentração dinâmica.
Resgatando os valores reais da festa com a natureza, o prjeto verde brazil nasce para contribuir com o ecosistema, gerando recursos monetários... o primeiro do mundo com aproximadamente 48 horas de música eletrônica alternativa. Localizada entre Arraial D'ajuda e Trancoso, próximo ao Rio Taípe, a pouco mais de 3 km de Porto Seguro, a praia da lagoa Azul é um patrimônio ecológico do Brazil.

2.3.09

ORGANELAS

Este vídeo é uma amostra do trabalho de Pintura Digital, que estou Chamando de "CULTURA DO PRAZER - Uma infecção digital". O Resultado já pode ser visto no meu Trabalho com Rogerinho, o Projeto de VJ "MAGO SINTÉTICO". Juntos captamos e transmitimos energia, movimento, sentimento... http://www.myspace.com/vjmagosintetico

16.2.09

Muitas das grandes realizações do mundo foram feitas por homens cansados e desanimados que continuaram trabalhando

5.1.09

............. UNIVERSO PARALELLO 2009 .......................... Rogério S. Jacques

... ... ... ... Como é por dentro outra pessoa. Quem é que o saberá sonhar? A alma de outrem é outro universo. Com que não há comunicação possível, com que não há verdadeiro entendimento. Nada sabemos da alma. Senão da nossa; As dos outros são olhares, são gestos, são palavras, com a suposição de qualquer semelhança no fundo." .... .... (Fernando Pessoa)